quinta-feira, 28 de junho de 2012

Arcos de Fibra de Carbono


Ainda é indiscutível o fato que que o melhor material para a composição de um arco é a madeira Pau-Brasil de Pernambuco. Foram testados vários tipos de materiais diferentes na constituição do arco e o que mais se aproximou, em termos de qualidade, desta madeira foi a Fibra de Carbono.
A vantagem deste novo arco é que não sofre alterações físicas devidas as mudanças climáticas, o que para um músico que está sempre viajando para lugares de diferentes temperaturas, umidade e altitudes é de grande valia.


Especificações do Arco
Tamanho: 4/4
Vara: Carbono de alta resistência e controle mecânico com fibra trançada aparente.
Crinagem: Nível "A" da Mongólia.
Formato: Arredondado.
Peso: 62g.
Tamanho: 746mm (74,6Cm).
Ponto de tensão: 262mm (26,2Cm).
Acomodação: Couro.
Fiamento: Prata.
Talão: OX Horn ( Chifre ).
Slide: Abalone.
Parafuso: Em 3 partes montado em Nickel.


Preços:

Como madeira de Pau-Brasil está em falta devido ao desmatamento e até proibição governamental de exportá-las, o novo arco de fibra de carbono tem um preço reduzido. No entanto, não se enganem. Assim, como bons arcos de madeira, também encontraremos preços exorbitantes para estes novos, dependendo da marca.  Eis aqui alguns links para poderem analisar os valores:


Eu uso um arco feito de pau-brasil de um luthier do Espírito Santo. Gosto muito deste arco e não pretendo substituí-lo tão cedo. Mas como arco reserva, quero muito comprar um de fibra de carbono, tendo em vista que o meu reserva está em péssimo estado. 


Notação Musical

     Muitas pessoas ollham uma partitura e perguntam: _ Nossa!!! Como você entende esse monte de rabisco?Mal sabem elas a evolução pela qual passou a notação musical que hoje utilizamos. Sim à primeira vista é complicado, como se estivéssemos aprendendo outra língua, mas torna-se tranquilo com a prática reiterada da leitura musical.
     Para a acústica não existem notas musicais, mas sim frequências medidas em hertz, ou seja, números de vibrações da onda sonora, porém, para a cultura ocidental, ficou definido que as notas musicais são sete. Na realidade, temos muito mais sons ou frequências. Outras culturas trabalham com outras quantidades de notas, sendo que o limite de sons, altura, timbre e intensidade são estabelecidos pela natureza e estudados pela física.
     Obviamente a história da notação musical não segue um caminho tão simples e retilíneo, havendo várias curvas e reentrâncias no trajeto, porém demonstraremos de modo simplificado essa trajetória.
     No ocidente, o nome das notas foi dado pelo monge beneditino Guido D’Arezzo no século XI a partir das primeiras sílabas das palavras do hino a São João Batista transcrito abaixo através da notação mais moderna não condizente com a original.





                                Latim                                    Português  
                                 Ut queanti laxis                       Para que possam
                                 Resonare fibris                        Ressoar as maravilhas
                                 Mira gestorum                        De teus feitos
                                 Famili tuorum                         Com largos cantos
                                 Solve polutti                           Apaga os erros
                                 Labii reatum                           Dos lábios manchados
                                 Sancte Joanes                        Ó São João



     O monossílabo si foi extraído do hino aproveitando as iniciais de Sancte Joanes e o Ut transformou-se em dó. Portanto, hoje em dia temos as seguintes notas: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si.
     Na Idade Média, foi adotada a escrita neumática, característica do canto gregoriano, que não possuía a precisão necessária para determinar todas as relações intervalares. A leitura das alturas se fazia através de um método quase que de adivinhação, pois, até mesmo os copistas contribuíam para aumentar os problemas deturpando a localização e o desenho dos neumas. A seguir, temos a relação de alguns neumas e sua evolução:
 

     A relação com a música escrita era apenas a de facilitar a lembrança daquilo que já constava
na memória, uma notação com valor mnemônico. Foi criada, por volta do século IX ou X, uma
linha que serviu de ponto de referência aos sons notados e nela colocou-se a nota fá, determinando,
assim, que o nome da linha seria linha Fá. Buscava- se, por fim, a notação incerta dos neumas.


       Após este período, deu-se início à fase cromática da notação musical na qual se estabeleceu um tetragrama com a cor amarela para a nota Dó 5 e a vermelha para o Fá 4.



     Com o passar do tempo, outras linhas foram acrescentadas e a fase cromática deu lugar à fase
representativa na qual a função era indicada com a letra representativa de cada figura: F para o fá, C
para o dó e G para o sol. Todas as outras notas possuíram e ainda possuem sinais gráficos que as
representam e que passaram a se chamar “clave signatae”, entretanto, apenas as três notas
anteriormente citadas perduraram até os dias atuais.

 

     Além de definir o nome das notas musicais no ocidente, Guido d’Arezzo, no século XI, fixou
a pauta num certo número de linhas arrumando as notas com precisão pondo fim, assim, à
relatividade dos neumas.


(Do livro "Teoria Musical - Estruturas rítmicas, melódicas e harmônicas" Registro nº 522.036, livro: 990; folha: 499)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

ORAÇÃO DO VIOLINISTA DESESPERADO


Todos os violinistas que conheço e demais profissionais que não têm uma crença e não possuem fé naquilo que fazem, são desarmoniosos, frustrados, infelizes, estúpidos, deprimidos, revoltados e sozinhos, sozinhos porque ninguém agüenta tanta amargura.Nunca, em toda minha carreira, vi alguém feliz da vida por não ter fé e não acreditar no que deseja.
A convicção de que não estamos sozinhos; a paixão pelo que fazemos; a crença em nós mesmos e no que pretendemos ao escolhermos nossos objetivos e aonde queremos chegar, tudo isso faz a diferença. Ela nos mostra nosso verdadeiro potencial e o caminho correto.
Se acha que estou exagerando quando falo de crermos em nossos objetivos, posso provar cientificamente de outra maneira, o que a estagnação, a falta de credibilidade em si mesmo, perante os obstáculos, pode lhe causar.
O escritor John Powell disse: Uma pessoa normal atinge 10% de seu potencial, vê somente 10% da beleza que está à sua volta, ouve somente 10% de sua música e poesia, cheira somente 10% de sua fragrância e prova somente 10% do prazer de sua vida.?
Entendo como normalidade, neste caso, a mesmice e o costume de aceitar as deliberações do acaso como fato consumado, sem ao menos entendermos que podemos mudar nosso cotidiano e transformá-lo em vitórias e desafios vencidos por nossa força de vontade e uma visão absolutamente coerente com o que passamos a acreditar.
É bem mais fácil lutarmos por nossos objetivos e metas quando sentimos intimamente que não estamos sozinhos. Nem todo mundo tem uma frota de amigos com os quais possa contar. Muitas pessoas são e estão sozinhas e têm que resolver tudo por conta própria. E mesmo assim, essas pessoas conseguem vencer e se destacar muito mais que aquelas que sempre estão rodeadas de pessoas por todos os lados. Como isso acontece? Essas pessoas têm dentro de si uma força, sentem que estão sempre acompanhadas por ela, liberam essa força, utilizam-na para realizarem o que precisam, para alcançarem o que necessitam e essa força nada mais é do que a fé inabalável, a paixão, a vontade de chegar aonde desejam, tendo a plena certeza de que o caminho que escolheram não está sendo seguido somente por elas, a certeza de que não estão sozinhas. E realmente não estão. Essas pessoas são protegidas e se sentem amadas, até mais do que aquelas que se cercam de companhias, que muitas vezes, as impedem de serem aquilo a que estão predestinadas.
Antes de passar ao caro leitor a oração do violinista desesperado, devo avisar que esta é uma das armas mais poderosas que poderia ter sido divulgada ao músico. Não importa a sua religião, todos nós sabemos e já está provado, que a oração nada mais é que uma ótima oportunidade de pedirmos e alcançarmos algumas coisas, que no momento vivido, nos parece impossível de realizar. Esta oração tem o poder de reverter e transformar qualquer problema que um músico possa estar vivenciando. Por isso, aconselho ao leitor, só usá-la se for absolutamente necessário e em último caso. Sintomas necessários para a oração:
_Você está deprimido?
_Você topou tocar um concerto com a orquestra e, faltando três dias para o concerto, se deu conta de que não está preparado para tal?
_Você está sofrendo de síndrome do pânico?
_Você tem medo de palco?
_Você descobriu que não tem técnica nenhuma, para coisa alguma, que o violino exige?
_Estão falando mal de você, não importa o que toque, nem a velocidade que toque, nada impressiona ninguém?
_Seu som é péssimo?
_Seu arco é péssimo?
_O maestro te odeia, ignora e está sempre te olhando com cara feia?
_Você sempre erra o que estuda e sempre na frente dos outros; quando está sozinho é uma maravilha?
_Tem fama de desafinado?
_Quer se tornar o melhor violinista do mundo?
_Gostaria de ser reconhecido internacionalmente?
_Quer se destacar no violino, para num futuro próximo, ser o regente do século?
Se por acaso você está sendo vítima de mais de três itens acima, esta oração vai operar um verdadeiro milagre em sua vida. Faça-a antes de se levantar da cama e antes de dormir. Aguarde três dias e verá o que acontece. Seus problemas irão se resolver milagrosamente, você se tornará outro músico, será famoso, aplaudido, reconhecido e todos pedirão seu autógrafo, conselhos, sua atenção e amizade. E tudo isso em apenas três dias de reza braba. Esta oração é garantida e foi experimentada pelos violinistas mais aflitos e desesperados que se tem notícia. Músicos que estiveram no fundo do poço, ou do palco como queiram, e sobreviveram para contar. Desejo-lhes boa sorte e muita, muita fama.


ORAÇÃO DO VIOLINISTA DESESPERADO

Ó senhor, atendei às minhas preces, olhai pelo meu violino, pelo meu arco, dedos e afinação. Olhai a minha angústia, olhai o meu desespero.
Ó senhor, imploro pelos meus dedos, que eles corram velozmente, para cima e para baixo, sem errar as mudanças de posição.
Fazei senhor, que no palco eu não erre, mas se errar, que ninguém escute, mas se escutar, que não comente, mas se comentar, que ninguém acredite.
Ó senhor, atendei ao meu pedido desesperado. Afastai de mim a má fama. Que todos me adorem, me admirem, me procurem, que o som do meu violino soe divinamente, que minhas dificuldades desapareçam milagrosamente enquanto imploro sua atenção.
Ó senhor, fazei-me instrumento da música, do inesquecível, do inacreditável, do maravilhoso, do inenarrável; que eu possa através desta maravilhosa transformação, que sinto agora em mim, tocar os corações mais endurecidos, sejam eles dos que regem, dos que ouvem, e até mesmo, dos que falam mal e criticam.
Ó senhor, afastai de mim todo o pânico; que meu corpo não trema na frente da orquestra, dos amigos, dos professores e convidados, mas se tremer, que meu arco permaneça firme, mas se não ficar firme, que eu consiga tocar tudo até o fim e numa afinação divina. Que todos me adorem, idolatrem e me respeitem.
Sinto agora, com a força desta oração, o milagre agindo em minha vida, em meus dedos, em meu arco e afinação. Sou, desde já, feliz com meu instrumento e minha maravilhosa carreira, na música erudita.

Obs: Repetir depois da oração por cinqüenta vezes a frase:
Sou afinado e toco qualquer coisa em qualquer lugar.

Patrícia Mello 

Game of Thrones theme - partitura

Atendendo a sugestões, vai aí uma partitura tema da série Game of Thrones, a qual tenho acompanhado e lido todos os livros, que são ótimos. Um tema fácil, mas que deve ser bem interpretado para ficar legal, senão fica chato.

Site para Download partitura: http://musescore.com/user/17605/scores/30991

terça-feira, 26 de junho de 2012

Idade para Começar a Estudar Música

Resolvi postar esse vídeo estrelado pelo nosso querido  amigo Jef Lima, pelo canal "Eu Odeio Pestana", onde ele expõe de maneira bem humorada, que não existe uma idade para começar o estudo de um instrumento, mas sim, que tudo depende da cabeça da pessoa que quer iniciar seus estudos e de sua dedicação.

Mão Esquerda

Na vídeo-aula abaixo, a mestra Laura mostra 3 problemas comuns na mão esquerda do aprendiz, mostrando, ainda, os motivos e soluções para os mesmos.


Problemas
. Polegar com o Indicador apertando o braço do violino, o V que esses dois dedos devem formar
. Curva do S no Pulso, correto não torto. O antebraço fica desiquilibrado para fora do braço do Violino. Tende-se a segurar o Violino com a Falange do Indicador.
. Pulso quebrado, para fora ou para dentro. Para fora, o minguinho não chega na corda e para dentro, carrega-se uma bandeja.


Motivo
. Considera ela como sendo um problema de queixeira e espaleira, a forma errada com se segura o Violino, causando a sensação insegura de queda e falta de confiança.
. e . Facilidade em segurar o Violino inicialmente, quando não se necessita sair da primeira posição 




Soluções (pratique na frente de um espelho)
1º. Próximo de 1:56seg. ela demonstra a forma correta de segurar o Violino. Se ainda não consegue segurar seu Violino dessa forma, treine. Empunhe o Violino pela base do braço ou pela lateral direita dele e posicione-o no lugar (ombro e queixo), não pelo braço. Crie um espaço entre os dedos e o braço do instrumento formando uma "caverninha". Observe próximo dos 30 segundos de vídeo. Tente tocar uma peça fácil sem deixar que o polegar toque no braço do violino, em seguida tente executar com o polegar encostado no braço do instrumento, porém, fazendo movimento para frente e para trás.
. Sobre o problema da "Curva do S", trabalhe com o pulso reto, como se fosse dar um soco em alguém. E depois gire o pulso algumas vezes, mantendo sempre o pulso reto em relação ao antebraço. Pratique na frente do espelho.
. Observe o recurso de desenhar nas costas da mão uma flecha e ver para onde ela deve apontar, não pode ser para baixo e nem para cima do braço. 

Concluindo - uma boa técnica, depende da quantidade de vícios eliminados pelo meio do caminho. Postura correta e equilibrada é a melhor maneira de começar! 

Mão Direita

Aos meus queridos alunos, 


Como dizem os antigos: "recordar é viver" 
Portanto, resolvi postar essa video-aula mostrando a forma correta de segurar o arco

A mão direita deve ficar relaxada, para a produção de um belo som no seu violino.  A cada passo da criação de sua mão direita, não se esqueça de manter os tendões relaxado. Lembre-se que o arco não é pesado, portanto apenas usamos o esforço suficiente para segurá-lo e nada mais.
Para começar a fazer uma boa mão do arco, primeiro vamos fazer 'orelhas de coelho "com nossa mão direita. Esta é uma boa maneira de visualizar o papel e a postura de cada dedo. Faça dois dentes de coelho com o seu dedo do meio e dedo anelar e coloque o polegar atrás da primeira articulação dos dois dedos. Seu dedos indicador e mindinho serão as orelhas de coelho.
Quando estiver pronto, coloque o lápis dentro da boca do coelho, como fazemos no vídeo. Assegure-se que os contatos do polegar- lápis da ponta sobre o polegar como é do vídeo. Se você estiver na escola ou no trabalho e quer praticar seu segurar de arco, pegue um lápis e segure-o como se estivesse segurando um arco. Quanto mais tempo os seus dedos estão na postura correta arco espera o mais natural ele vai se sentir. Estes exercícios são formadores de hábito.
Quando estiver pronto, substitua o lápis com o seu arco. O polegar deve contatar o arco da mesma na frente do 'frog'. Seu polegar será a metade sobre o couro lapidação e meia sobre a madeira do arco. Mantenha o polegar dobrado e relaxado. Enrole os dentes de coelho sobre a vareta, de modo que a ponta do dedo polegar ficará muito próximo da primeira articulação dos dedos médio e anelar. Mantenha tudo solto, curvo e relaxado.
Em seguida coloque o dedo mindinho na vara. A ponta do dedo mindinho deve contatar o arco e o mindinho precisa ficar curvado e relaxado.
Por último coloque o dedo indicador sobre a vara. O índice deve contatar o arco em torno da segunda junta. Ele pode mover um pouco acima e abaixo da junta quando você move o arco para cima e para baixo, mas deve ficar relativamente próxima à junta. Mantenha o seu dedo indicador curvo e relaxado sobre a proa. Cuidado para não ligar o dedo indicador ao redor do arco. Deve apenas drapejar sobre o arco levemente.